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Conheça os “Mad Men” da vida real que inspiraram a série

A série “Mad Men”, é famosa por retratar o mundo da publicidade nos anos 1950 e 1960, em Nova York.

O nome “Mad Men”, segundo o próprio seriado, é uma gíria criada pelos publicitários nos anos 1950 para se referirem a eles mesmos, que trabalhavam na Madison Avenue.

O personagem principal é Don Draper, um respeitado profissional, complexo em suas relações de trabalho e familiares, envolto em muitos problemas pessoais, mulheres, bebidas e cigarros.

Alguns publicitários daqueles anos dourados do mundo da propaganda inspiraram o criador da série, Matthew Weiner.

Segundo a Business Insider, quatro homens foram as principais fontes para criar os personagens.

Confira:

 

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Draper Daniels

 

O personagem Don Draper ganhou esse nome graças à Draper Daniels, um executivo de Chicago famoso por criar o “Marlboro Man”, o cowboy das campanhas de cigarro dos anos 1950.

Daniels era um grande sedutor, como Don Draper. Ele teria convencido uma colega de trabalho a se casar com ele, mesmo ela já estando noiva de outro.

Myra, esposa de Daniels, veio à público mais tarde dizer que ele agora era um homem casado e de apenas um mulher. Inclusive, tinha parado de beber por sua causa.

Ele morreu de câncer em 1983.

 

 

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Albert Lasker

 

Para muitos, Lasker é considerado o pai da publicidade moderna. Ele teria sido o primeiro publicitário a dizer às pessoas para comprarem algo, não apenas produzir um anúncio informando o que o produto fazia.

Ele era dono da agência Lord & Thomas de Chigado durante a primeira metade do século 20. Ele ajudou a Lucky Strike a vender cigarros para as mulheres ao dizer que fumar ajudava a perder peso.

Lasker também liderava a conta da marca de cigarro quando foi criado o famoso slogan “It’s toasted”. Na série, esse dilema sobre a Lucky Strike aparece logo no primeiro episódio. Don Draper quem, em um momento epifânico, inventa a frase.

A mente brilhante de Lasker também moldou o consumo dos lares americanos. Ele quem teve a ideia de vender suco de laranja como algo a ser consumido diariamente no café da manhã ou durante o dia (suco criado apenas porque a California Fruit Growers Exchange estava com um estoque de frutas enorme, mais do que conseguia vender).

Os lenços, tão práticos e universais, também eram apenas “removedores de maquiagem” naquele tempo, Ele quem pensou em lenços descartáveis para vários usos.

Lasker morreu em 1952.

 

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Emerson Foote

O “F” da atual agência FCB vem de Emerson Foote.

Ele ficou famoso por, em 1964, renunciar ao cargo de presidente da McCann-Erickson por se recusar a fazer anúncios que promoviam a venda de cigarros.

O fato inspirou um episódio da quarta temporada, quando Don Draper promove um anúncio no New York Times para explicar que sua agência, a Sterling Cooper Draper Pryce, iria parar de aceitar clientes da indústria do tabaco.

Assim como Draper, Foote chegou a trabalhar com a conta da Lucky Strike no começo da carreira.

Foote trabalhou na American Cancer Society quando começou sua cruzada contra o tabaco. Na série, a associação trabalha em parceria com a firma de Draper após o anúncio no NYT. A secretária até chega a anunciar em uma cena que “alguém chamado Emerson Foote” tinha telefonado.

Foote morreu em 1992, por complicações de uma apendicite.

 

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George Lois

 

Lois começou sua carreira como diretor de arte na agência Doyle Dane Bernbach em 1959. Nessa época, a agência foi pioneira no trabalho que levou o mundo da propaganda a um novo patamar – mais criativo, inteligente, assertivo, dinâmico.

Depois, trabalhou em agências que ele mesmo criou e ficou famoso por campanhas da Xerox e pelo slogan da MTV “I want my MTV!”. Lois também desenhou mais de noventa capas da revista Esquire.

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Don Draper é interpretado pelo ator Jon Hamm

Don Draper, vivido pelo ator, Jon Hamm, é parecido fisicamente com Lois. Vem de Lois também a caracaterística arrogante e intempestiva do personagem Draper. Conta-se que, uma vez, Lois bateu em um homem por tentar editar um trabalho seu.

Ele ainda está vivo.

 

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Fonte: Guilherme Dearo / EXAME.com